CONHEÇA UM POUCO DO ESTADO DE RONDÔNIA

02/07/2013 / [18h:04m] - Rondônia é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está localizado na região Norte e tem como limites os estados do Mato Grosso a leste, Amazonas ao norte, Acre a oeste e a República da Bolívia a oeste e sul. O estado possui 52 municípios e ocupa uma área de 237.576,167 km², equivalente ao território da Roménia e quase cinco vezes maior que a Croácia. Sua capital e município mais populoso é Porto Velho. Além desta, há outras cidades importantes como Ji-Paraná, Ariquemes, Cacoal, Guajará-Mirim, Jaru, Rolim de Moura e Vilhena. Seu povo é denominado rondoniense ou rondoniano(a).

Rondônia é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está localizado na região Norte e tem como limites os estados do Mato Grosso a leste, Amazonas ao norte, Acre a oeste e a República da Bolívia a oeste e sul. O estado possui 52 municípios e ocupa uma área de 237.576,167 km², equivalente ao território da Roménia e quase cinco vezes maior que a Croácia. Sua capital e município mais populoso é Porto Velho. Além desta, há outras cidades importantes como Ji-Paraná, Ariquemes, Cacoal, Guajará-Mirim, Jaru, Rolim de Moura e Vilhena. Seu povo é denominado rondoniense ou rondoniano(a).

Pertencente à Região Norte do Brasil, é o terceiro estado mais populoso desta macrorregião, com seus 1,6 milhão de habitantes em 2012, sendo superado apenas pelo Pará e Amazonas. No entanto, apenas dois de seus municípios possuem população acima de 100 mil habitantes: Porto Velho, a capital e sua maior cidade com 450 mil habitantes em 2012, e Ji-Paraná, com quase 120 mil habitantes. A população rondoniense é uma das mais diversificadas do Brasil, composta de migrantes oriundos de todas as regiões do país, dentre os quais destacam-se os goianos, paranaenses, paulistas, mineiros, gaúchos, capixabas, baianos, mato grossenses e sergipanos (cuja presença é marcante nas cidades do interior do estado), além de cearenses, maranhenses, amazonenses e acreanos, que fixaram-se na capital, preservando-se ainda os fortes traços amazônicos da população nativa nas cidades banhadas por grandes rios, sobretudo em Porto Velho e Guajará-Mirim, as duas cidades mais antigas do estado.

Rondônia é o estado com a maior porcentagem de evangélicos do Brasil e também o 3º estado mais rico da região Norte, responsável por 11,7% do PIB da região. Apesar de ser um estado jovem (criado em 1982), possui o 3º melhor Índice de Desenvolvimento Humano, o 2º maior PIB per capita, a 2ª menor taxa de mortalidade infantil e a 3ª menor taxa de analfabetismo entre todos os estados das regiões Norte e Nordeste do país, além da 2ª maior teledensidade do Brasil. Entre 2002 e 2010 o estado apresentou 63,9% de crescimento acumulado do PIB, sendo o 2º estado brasileiro que mais cresceu no período2 . Rondônia possui ainda a menor incidência de pobreza e o melhor desempenho na avaliação do PISA 2009, entre todos os estados das regiões Norte e Nordeste e também a 4ª melhor distribuição de renda de todo o Brasil, e o melhor fora da Região Sul do país.

O relevo é suavemente ondulado; 94% do território encontra-se entre as altitudes de 100 e 600 metros. Madeira, Ji-Paraná, Guaporé e Mamoré são os rios principais. O clima é equatorial e a economia é baseada na pecuária e na agricultura (café, cacau, arroz, mandioca, milho) e no extrativismo da madeira, de minérios e da borracha.

Etimologia

Antigo "Território do Guaporé", criado pelo decreto-lei nº 5.812, de 13 de setembro de 1943. Com uma economia baseada na exploração de borracha e de castanha-do-pará, pela Lei de 17 de fevereiro de 1956 passou a se denominar Território Federal de Rondônia, em justa homenagem ao sertanista Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon (1865-1958). A descoberta de jazidas de cassiterita e a abertura de rodovias estimularam a sua economia e o seu povoamento, passando este Território à condição de Estado a partir de 1982.5 Guaporé, rio entre o Brasil e a Bolívia, é, segundo o naturalista alemão von Martius (1794-1868), o tupi wa "campo" e poré "catarata", isto é, "cachoeira do campo, rio campestre". Como em muitos casos da geonímia, o nome Guaporé designou inicialmente o rio, passando em seguida a se referir à região.6

História

Os colonizadores portugueses começaram a percorrer o território do atual estado de Rondônia no século XVII. Mas somente no século seguinte, com a descoberta e a exploração de ouro em Goiás e Mato Grosso, aumentou o interesse pelas terras daquela região. Em 1776, a construção do Forte Príncipe da Beira, às margens do rio Guaporé, estimulou a implantação dos primeiros núcleos coloniais, que só prosperaram no fim do século XIX, com a arrancada da exploração da borracha.7

 

Em abril de 1878, em função do Tratado de Ayacucho, foram enviadas para Corumbá (MS) as "Plantas Geográficas dos Rios Guaporé e Mamoré", sendo que a cartografia para delimitar os limites fronteiriços dos rios Guaporé e Mamoré foi levantada e apresentada pela 2ª Seção brasileira, sediada na mesma cidade, tendo sido todas chanceladas pelos Delegados brasileiros e bolivianos. Continuando a descrição diz Destas cabeceiras continuam os limites pelo leito do mesmo rio até sua confluência com o Guaporé, e depois pelo leito deste e do Mamoré até sua confluência com o Beni, onde principia o Rio Madeira. Em 1878 e 1879, houve troca de Notas da Chancelaria boliviana com a Embaixada do Brasil em La Paz, acusando o recebimento e aprovando a "Carta Geral", conforme ajustado na 7ª Conferência da Comissão Mista.

 

O estabelecimento definitivo do antigo território do Acre, em 1903, deu impulso ao desenvolvimento da região, pois o Tratado de Petrópolis obriga o Brasil a construir a ferrovia Madeira-Mamoré, (1907-1912) considerada por historiadores locais como a mãe de Rondônia. A rede telegráfica estabelecida pelo marechal Cândido Rondon foi outro importante fator que contribuiu para a integração do extremo oeste brasileiro. Em 1943 foi constituído o Território Federal de Guaporé, com capital em Porto Velho, com o desmembramento de parte de Mato Grosso e do Amazonas. A intenção era apoiar de maneira mais direta a ocupação e o desenvolvimento da área. Em 1956, o território passou a se chamar Rondônia.7

 

Até a década de 1960, a economia se resumia à extração de borracha e de castanha-do-pará. O crescimento acelerado só começou a ocorrer, de fato, a partir dos anos 1960 e 1970.7 Os incentivos fiscais aos empreendimentos privados e os investimentos do governo federal, bem como os projetos de construção de rodovias e de implantação de núcleos de colonização, estimularam a migração, em grande parte originária do Centro-Sul.8 Além disso, o acesso fácil à terra boa e barata atraiu empresários interessados em investir na agropecuária e na indústria madeireira Nessa época, a descoberta de ouro e cassiterita também contribuiu para o aumento populacional Entre as décadas de 1960 e 1980, o número de habitantes cresceu mais de sete vezes, passando de 70 mil para 500 mil. Rondônia foi elevada à condição de estado em 1981, mas a redução de investimentos, o esgotamento prematuro das melhores terras para a agropecuária e a devastação florestal dificultam seu desenvolvimento econômico e causam sérios problemas sociais e ambientais.9

 

Para conter o desflorestamento, foi criado, em 2001, na fronteira com a Bolívia, um corredor ecológico binacional. Com financiamento inicial do Banco Mundial, o corredor tem área de 23 milhões de hectares - quase o tamanho do estado de São Paulo. A medida objetiva preservar as sub-bacias hidrográficas da bacia Amazônica, além de ajudar a proteger espécies animais e vegetais endêmicas.9

 

Primeiros tempos

O desenvolvimento inicial de Rondônia não se deu por ação oficial. Rondônia povoou-se e integrou-se no país graças à iniciativa privada, como o Acre. O desbravamento das duas áreas, contíguas, no século XIX, é fruto do mesmo movimento de expansão, o último do ciclo de formação territorial do Brasil. De fronteiras fluidas, no limite com a Bolívia, a região fora visitada, a partir do século XVI por alguns poucos bandeirantes paulistas, vindos de Mato Grosso, e por padres missionários. A ocupação militar data do século XVIII, com a construção do forte do Príncipe da Beira, hoje tombado, em Guajará-Mirim. Deu início à colonização a presença tardia de seringueiros, levados pela febre da borracha.10

 

Estrada de Ferro Madeira-Mamoré

Seguiu-se a obra da ferrovia que o Brasil se obrigara a construir pelo Tratado de Petrópolis, de 17 de novembro de 1903, ligando Santo Antônio do Madeira a Vila Bela, na confluência do Beni-Mamoré. Com 366 km de extensão, a estrada de ferro Madeira-Mamoré atraiu trabalhadores de mais de 50 nacionalidades. Muitos foram vítimas de endemias locais, como a malária, e foram hospitalizados no Complexo Hospitalar da Candelária, visitado em 1910 pelo sanitarista Oswaldo Cruz, que o considerou organizado e moderno. Números oficiais registram a morte de cerca de 1.500 trabalhadores de todas as categorias funcionais ao longo dos cinco anos da obra, concluída em 30 de abril de 1912, e cujo trem inaugural percorreu seus trilhos em 1º de agosto do mesmo ano. A estrada ultrapassava os rios nos trechos onde as corredeiras impedem a navegação. Destinava-se, porém, principalmente, a escoar a produção boliviana da fronteira até o rio Amazonas e o oceano. Com a crise da borracha brasileira iniciada na década de 1910, a EFMM passou a contribuir com o país, garantindo as fronteiras brasileiras e marcando o povoamento de vastos territórios desde a cidade de Porto Velho, fundada em 4 de julho de 1907 pela Madeira-Mamoré Railway Company. Muito embora constituísse a única ligação entre a bacia amazônica e a do Prata, seu tráfego nunca chegou a dez por cento da capacidade de transporte da linha. No entanto, durante a 2ª Guerra Mundial, voltou a ser estratégica para o Brasil no esforço aliado em produzir borracha. Incorporou-se em setembro de 1957 à Rede Ferroviária Nacional S.A., mas em setembro de 1966 foi entregue à diretoria de vias de transporte do Ministério do Exército, que se encarregaria de operá-la até sua substituição por uma estrada de rodagem. Desativada em 1972, a ferrovia Madeira-Mamoré voltou a funcionar em 1981, mas para fins turísticos apenas, num trecho de poucos quilômetros entre Porto Velho e Santo Antônio.10 Em 2005 foi tambada pelo Iphan como patrimônio cultural brasileiro. Em 2012 comemora-se o seu centenário. Em fevereiro do mesmo ano foi instalado o Comitê Pro-Candidatura da EFMM a Patrimônio Cultural da Humanidade (www.efmm100anos.wordpress.com). Com as compensações dos impactos causados pelas Usinas Hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, a EFMM tem recebido investimentos para retomada de passeios turísticos entre Porto Velho e Santo Antonio e no trecho entre Guajará-Mirim e o distrito de Iata.

 

Presença de Rondon

 

 Rondon quando jovem, desbravando os ignotos sertões da Amazônia brasileira.

 O prolongamento até o Amazonas e o Acre das linhas telegráficas estendidas em Mato Grosso pela comissão Gomes Carneiro levou à região, em 1906, o futuro marechal Cândido Mariano da Silva Rondon. Devem-se-lhe o reconhecimento de uma área pouco menor que a Grã-Bretanha e o telégrafo, que assegurou pela primeira vez a ligação da fronteira oeste com o resto do país.10

 Ricos em borracha, cassiterita e produtos como pescado, castanha-do-pará, couros e peles silvestres, os municípios de Porto Velho e Guajará-Mirim foram desmembrados em 1943 dos estados do Amazonas e Mato Grosso e passaram a constituir uma nova unidade da federação, o Território Federal do Guaporé, com capital em Porto Velho, elevada a cidade em 02/10/1914. Em 1956, por decisão do Congresso Nacional o nome do território passou a ser Rondônia, em homenagem ao grande sertanista.11

 Estado

No decorrer de 1979 tomou corpo o projeto de transformar Rondônia em estado, medida que se tornava cada vez mais necessária em vista do agravamento dos problemas do território, em sua maioria em consequência do grande afluxo de imigrantes. O primeiro passo nesse sentido foi a assinatura, em janeiro de 1980, de um convênio entre os ministérios do Interior e da Fazenda, pelo qual Rondônia passava a arrecadar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICM) e o Imposto Único sobre Minerais (IUM).11

 Em dezembro de 1981 o Congresso aprovou o projeto ordinário do poder executivo pelo qual o território de Rondônia era elevado a estado da União. O governo do novo estado, o 23º da federação brasileira, instalou-se em 4 de janeiro de 1982, com a posse do coronel Jorge Teixeira de Oliveira, que já governava o território desde 15 de março de 1979.11

 Em 31 de janeiro de 1983 instalou-se a Assembleia Constituinte de Rondônia, que redigiu a primeira carta do novo estado, promulgada em agosto. Em 1987, iniciou-se um litígio de terras com o Acre, na Ponta do Abunã, uma região de terras férteis e valiosas pedras de brita. O então governador de Rondônia, Jerônimo Santana, ameaçou acionar tropas da Polícia Militar para desalojar setenta soldados do Acre instalados na área. No início do ano seguinte, tropas do Exército foram enviadas ao local para garantir que o governo do Acre acatasse um parecer do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que deu ganho de causa a Rondônia, mas os choques continuariam até 1990.11

 Por essa época, a imigração continuava a se fazer de forma intensa e descontrolada, o que acarretava problemas gravíssimos. Em 1988 estimou-se que já estavam devastados trinta por cento da área do novo estado, antes quase toda coberta por floresta. Para manter o equilíbrio ecológico, o governo estadual lançou uma política de preservação das matas, que se fez sentir com a queda do total de hectares desmatados de dois milhões, em 1985, para quarenta, em 1994.11

 A década de 1990 foi marcada também pela intensificação do tráfico de drogas na fronteira com a Bolívia e a Colômbia e por acusações de que políticos de Rondônia estariam ligados a esquemas de corrupção em nível estadual e federal, além de envolvimento com o narcotráfico.11

 Em 1991, o médico Osvaldo Piana Filho assumiu o governo do estado.11 Piana acabara o primeiro turno da eleição, em 1990, em terceiro lugar e passara ao segundo turno devido ao assassínio do senador Olavo Pires.12 Nesse mesmo ano dois deputados federais tiveram o mandato cassado: Jabes Rabelo, no primeiro caso de cassação de um mandato pela própria Câmara dos Deputados desde o caso Barreto Pinto, em 1948; e Nobel Moura. Em abril de 1994, a deputada federal Raquel Cândido também teve cassado seu mandato.13

 Século XXI

Em 2007, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) divulga um possível aumento de desmatamento entre setembro de 2006 e setembro de 2007. O Ibama aponta como possíveis causas a expectativa para a construção das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira (com conclusões previstas para até 2012), e a transferência parcial do poder do Ibama de dar concessões a empresas para que comprem madeira e a vendam à Secretaria Estadual do Desenvolvimento Ambiental (Sedam). Mas os dados divulgados pelo Inpe indicam para o período de agosto de 2006 a julho de 2007 uma queda da área desmatada de 2.049 para 1.611 quilômetros quadrados. A fiscalização federal e estadual e o Licenciamento Ambiental Rural são considerados os principais fatores para essa queda.9

 Nas eleições de 2008, o prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho (PT), é reeleito, com 59,51% dos votos. Em novembro, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) cassa o mandato do governador Ivo Cassol (sem partido) e de seu vice, João Aparecido Cahulla (PPS), por suspeita de compra devotos nas eleições de 2006. Dias depois, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concede liminar que suspende a decisão do TRE. Em outubro de 2009, o Senado aprova a proposta de emenda - constitucional que transfere 15 mil servidores de Rondônia dos quadros estaduais para os federais. Em novembro, mais uma vez o TSE adia o julgamento de cassação do governador e de seu vice.9

 Geografia

  

 O Rio Madeira em Porto Velho.

  Relevo

O relevo de Rondônia é pouco acidentado, não apresentando grandes elevações ou depressões, com variações de altitudes que vão de 70 metros a pouco mais de 500 metros. A região norte e noroeste, pertencente à Planície Amazônica, situa-se no vale do rio Madeira e apresenta área de terras baixas e sedimentares. As áreas mais acidentadas encontram-se localizadas na região sul, onde ocorrem elevações e depressões, com altitudes que chegam a alcançar 800 metros na Serra dos Pacaás Novos, que se dirige de noroeste para sudeste e é o divisor entre a bacia do rio Guaporé e as bacias dos afluentes do rio Madeira (Jaci-Paraná, Candeias e Jamari).O ponto mais alto de Rondônia está localizado na Serra dos Pacaás Novos, com altitude de 1.126 m, é o pico Jaru.

 Cerca de 66% da superfície do território se encontra entre 100 e 300m de altitude; trinta por cento, entre 300 e 800m; e quatro por cento, abaixo de 100m. Três unidades compõem o quadro morfológico: o planalto cristalino, o chapadão e a planície aluvial.14

 O planalto cristalino ocupa a maior parte do estado. Seus terrenos ondulados, talhados em rochas cristalinas, constituem um prolongamento, para noroeste, da encosta setentrional do planalto central brasileiro. O chapadão, que se ergue sobre o planalto cristalino, tem uma topografia tabular cortada em terrenos sedimentares e alcança os mais elevados níveis altimétricos de Rondônia. Com forma alongada, atravessa o estado de sudeste para noroeste, com o nome, na extremidade noroeste, de serra ou chapada dos Parecis e serra dos Pacaás Novos. A planície aluvial forma uma estreita faixa de terras planas, sujeitas a inundação, que se desenvolvem ao longo do curso do rio Guaporé.14

 Clima,

Segundo a classificação de Köppen, o Estado de Rondônia possui um clima do tipo Aw - Clima Tropical Chuvoso, com média climatológica da temperatura do ar, durante o mês mais frio, superiores a 18°C, e um período seco bem definido durante a estação de inverno, quando ocorre na região um moderado déficit hídrico, com índices pluviométrico inferiores a 50 milímetros por mês. A média climatológica da precipitação pluvial para os meses de junho, julho e agosto é inferior a 20 milímetros por mês.

 Caracterização

O clima de Rondônia caracteriza-se por apresentar uma homogeneidade espacial e sazonal da temperatura média do ar. Estando sob a influência do clima tropical chuvoso, a média anual da precipitação pluvial varia entre 1400 e 2600 milímetros ao ano, e a média anual da temperatura do ar varia entre 24°C e 26°C. Em alguns anos, em poucos dias dos meses de junho, julho e agosto, o Estado de Rondônia encontra-se sob a influência de anticiclones que se formam nas altas latitudes e atravessam a Cordilheira dos Andes em direção ao sul do Chile. Alguns destes anticiclones são excepcionalmente intensos, condicionando a formação dos sistemas frontais na região Sul do País. Estes se deslocam em direção à região amazônica, causando o fenômeno denominado de Friagem. Durante estes meses as temperaturas mínimas absolutas do ar podem atingir valores inferiores à 10°C. Devido à curta duração do fenômeno, este não influencia, significativamente, as médias climatológicas da temperatura mínima do ar. A média anual da temperatura do ar gira em torno de 24°C e 26°C, com temperatura máxima entre 30°C e 35°C, e mínima entre 16°C e 24°C. As temperaturas médias do mês mais frio e mais quente aumentam do sudeste em direção ao extremo norte em torno de 1°C a 2 °C, respectivamente.

 Umidade relativa do ar

A média anual da umidade relativa do ar varia de 80% a 90% no verão, e em torno de 75%, no outono e no inverno. A precipitação média anual é em torno de 1400 a 2500 milímetros e mais de 90% desta ocorre na estação chuvosa.

 Precipitação

O período chuvoso ocorre entre os meses de outubro a abril, e o período mais seco em junho, julho e agosto. Maio e setembro são meses de transição.

 hidrografia e vegetação.

 A rede hidrográfica de Rondônia é representada pelo rio Madeira e seus afluentes, que formam oito bacias significativas: Bacia do Guaporé, Bacia do Mamoré, Bacia do Abunã, Bacia do Mutum-Paraná, Bacia do Jacy-Paraná, Bacia do Jamari, Bacia do Ji-Paraná e Bacia do Aripuanã. O rio Madeira, principal afluente do rio Amazonas, tem 1.700 km de extensão em território brasileiro e vazão média de 23.000 m³ por segundo. É formado pelos rios Guaporé, Mamoré e Beni, originários dos planaltos andinos, e apresenta dois trechos distintos em seu curso, denominados Alto e Baixo Madeira.

 O primeiro trecho, de 360 km, até as proximidades da cidade de Porto Velho, não apresenta condições de navegabilidade devido à grande quantidade de cachoeiras existentes. São 18 cachoeiras ao todo, com desnível de cerca de 72 metros e índice de declividade da ordem de 20 cm a cada quilômetro. O Baixo Madeira, trecho em que o rio é francamente navegável, corre numa extensão de 1.340 km, a partir da Cachoeira de Santo Antonio até sua foz, no rio Amazonas.

 O trânsito fluvial entre Porto Velho e Belém, é possível durante todo o ano nesta hidrovia de cerca de 3.750 km, formada pelos rios Madeira e Amazonas. Através do rio Madeira circula quase toda a carga entre Porto Velho e Manaus, principalmente os produtos fabricados nas indústrias da Zona Franca de Manaus e destinados aos mercados consumidores de outras regiões.

 O rio Guaporé, em todo o seu percurso, forma a linha divisória entre o Brasil e a Bolívia, apresentando condições de navigabilidade para embarcações de pequeno e médio calados na época da vazante. A bacia do Mamoré ocupa área de 30.000 km² dentro de Rondônia e, juntamente com a bacia do Guaporé forma uma rede hidroviária de capital importância para o Estado, que utiliza a hidrovia como seu principal meio de transporte e comunicação.

 O rio Mamoré nasce na Bolívia e recebe o rio Beni, ocasião em que forma também a linha fronteiriça do Brasil com a Bolívia. É navegável a embarcações de médio calado em qualquer época do ano. A bacia do rio Mutum-Paraná ocupa superfície de 8.840 km² e é de importância apenas relativa para o Estado, servindo principalmente como via de penetração para o interior.

 O rio Abunã é importante por ser responsável pela demarcação da linha divisória dos limites internacionais entre Brasil e Bolívia no extremo oeste do Estado. A área de abrangência de sua bacia hidrográfica é de aproximadamente 4.600 km² numa região onde o grande número de cachoeiras e corredeiras dificulta a navegação. A bacia do rio Jaci-Paraná se estende por 12.000 km² e apresenta as mesmas características do rio Mutum-Paraná.

 O rio Jamari tem grande significação econômica para Rondônia, por ter sido represado para a formação da primeira usina hidrelétrica do Estado e servir como importante via de transporte de passageiros e cargas na região compreendida entre os municípios de Porto Velho e Ariquemes. Sua bacia ocupa área de 31.300 km² aproximadamente.

 O rio Ji-Paraná é o mais importante afluente do rio Madeira em Rondônia, dada a longa extensão de seu curso, que corta todo o Estado no sentido sudeste/nordeste. Seu complexo hidrográfico abrange superfície de aproximadamente 92.500 km². Embora tenha 50 cachoeiras e corredeiras ao longo de seu percurso, em alguns trechos o rio apresenta-se navegável, atendendo ao escoamento dos produtos oriundos do extrativismo vegetal na região.

 A bacia do rio Aripuanã está localizada na região sudeste do Estado e ocupa área de aproximadamente 10.000 km². Seus rios são extremamente encachoeirados, oferecendo grande potencial hidrelétrico, mas se encontram, em sua maioria, dentro de áreas indígenas, não podendo, portanto, ser explorados.

 Predomina em Rondônia o clima tropical úmido com estação seca pouco marcada (Am de Köppen). A pluviosidade varia de 1.900mm, no sul, a 2.500mm, no norte. A temperatura mantém-se elevada durante todo o transcorrer do ano, com médias anuais superiores a 26°C.14

 Todos os rios do estado pertencem à bacia do rio Madeira, afluente do Amazonas. O chapadão forma o divisor de águas entre os rios que correm diretamente para o Madeira, localizados na parte oriental do estado, e os da região ocidental, que correm para o Mamoré e o Guaporé.14

 Cerca de setenta por cento da superfície de Rondônia é recoberta pela floresta pluvial amazônica. Os restantes trinta por cento correspondem a cerrados e cerradões que revestem a superfície tabular do chapadão. No entanto, causa preocupação o desmatamento, que se acelerou em meados da década de 1980, para a exploração de minérios.14

 Ecologia

 Com o objetivo de proteger a natureza e garantir a preservação ambiental de extensas áreas não habitadas, o Governo Federal passou a criar parques e reservas naturais na região Amazônica. O Parque Nacional de Pacaás Novos foi criado em 1979 e ocupa área de 765.000 hectares nos municípios de Porto Velho, Guajará-Mirim, Ariquemes e Ji-Paraná. Com extensa área de plateau coberta por espessa vegetação de cerrado, nele se encontra a Chapada dos Pacaás Novos, na região oeste do Estado.

 Na fronteira com o Estado de Mato Grosso às margens do rio Ji-Paraná, encontra-se a Reserva Biológica Nacional do Jaru, com área de 268.150 hectares, também criada em 1979.

 Na região sul do Estado encontra-se a Reserva Natural do Guaporé, que cobre uma área de 600.000 hectares. O acesso à região é feito por barco. Dentro da reserva, a três dias de viagem da cidade de Guajará-Mirim, podem ser visitadas as ruínas do Real Forte Príncipe da Beira, construído no século XVIII pelos colonizadores portugueses.

 Existe ainda no Estado a Reserva Extrativista Rio Ouro Preto, que abrange área de 204.583 hectares, localizada nos municípios de Guajará-Mirim e Nova Mamoré e a Reserva Ecológica Nacional Ouro Preto do Oeste, com área de 138 hectares, no Município de Ouro Preto do Oeste, região sudoeste do Estado.

 Reserva Roosevelt

 Na Reserva Roosevelt, formada por 2,7 mihões de hectares e de propriedade dos Indíos Cintas-Largas, localizada em Espigão do Oeste, habitam cerca de 1.200 indíos.

 Um estudo inédito que mapeou as reservas minerais do Brasil, apontou que o garimpo do Roosevelt é de uma espécie raríssima. Elaborado pela Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais (CPRM), o levantamento apontou que o kimberlito tem 1,8 bilhão de anos e uma capacidade de produção de no mínimo um milhão de quilates por ano. Esse número subestimado coloca a Roosevelt, no mínimo, entre as cinco maiores minas de diamantes do mundo. A capacidade real somente poderá ser verificada com uma análise mais detalhada, o que ainda não foi feito, pois o garimpo está localizado em área indígena. Para especialistas, a sondagem poderá indicar a Roosevelt como a maior mina do planeta.15

 Demografia.

 De acordo com o Censo brasileiro de 2010, Rondônia era habitado por 1 562 409 habitantes, sendo que haviam 1 149 180 habitantes em área urbana e 413 229 habitantes em área rural. Quanto à questão de gênero, haviam 795 157 homens e 767 252 Mulheres. Foram identificados 530 858 domicílios, sendo que apenas 457 323 deles eram ocupados, gerando um déficit habitacional de 73 535 domicílios. A média de habitantes por domicílio era de 3,39 pessoas.16 A capital, Porto Velho, é a maior e mais populosa cidade do estado, sendo a quarta maior da região Norte, com quase 450 mil habitantes.17

 Principais cidades.

 

             

Posição

Cidade

Pop.

Posição

Cidade

Pop.

   

1

Porto Velho

442 701

11

Buritis

33 397

   

2

Ji-Paraná

118 092

12

Machadinho d'Oeste

32 403

   

3

Ariquemes

92 747

13

Espigão d'Oeste

29 189

   

4

Vilhena

79 616

14

Alta Floresta d'Oeste

24 069

   

5

Cacoal

79 330

15

Nova Mamoré

23 719

   

6

Jaru

51 765

16

São Miguel do Guaporé

21 927

   

7

Rolim de Moura

51 142

17

Presidente Médici

21 709

   

8

Guajará-Mirim

42 202

18

Candeias do Jamari

20 787

   

9

Ouro Preto do Oeste

37 482

19

Nova Brasilândia d'Oeste

19 891

   

10

Pimenta Bueno

34 135

20

Colorado do Oeste

18 093

   

 Pólos regionais

 Porto Velho: com uma população de 442.701 habitantes (IBGE/2012), é a maior cidade do estado, 3ª maior capital e quarta maior cidade da região Norte. É também a 46ª maior cidade e 21ª maior capital do país. Desde outubro de 2008, a cidade conta com o maior shopping center do estado e o 10º maior da região Norte, com 29.962 m². É o maior centro urbano, econômico, político e cultural do estado.

 Ji-Paraná: com 118.092 habitantes (IBGE/2012), é a segunda cidade mais populosa de Rondônia, 16ª maior da região Norte, e 227ª maior do Brasil. Detém o segundo maior PIB do estado.

 Ariquemes: com 92.747 habitantes (IBGE/2012), é a terceira cidade mais populosa do estado, a 28ª maior da região Norte e a 310ª mais populosa do Brasil. Ariquemes possui o 7º maior IDH e o 4º maior PIB do estado de Rondônia.

 Cacoal: com 79.330 habitantes (IBGE/2012), é a quinta maior cidade do estado, 34ª maior da região Norte e a 383ª mais populosa do Brasil. Possui o quinto maior PIB entre os municípios rondonienses. É a cidade com o melhor índice de saneamento básico do estado de Rondônia.

 Vilhena: possui uma população de 79.616 habitantes (IBGE/2012), a quarta maior do estado, 33ª maior da região Norte e 366ª maior do Brasil. Contudo, é a terceira área urbana mais populosa do estado e detém o terceiro maior PIB entre os municípios de Rondônia. Conhecida por seu clima relativamente agradável e pouco comum na região amazônica, a cidade ostentava em 2000 o melhor IDH-M (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) do estado de Rondônia, sendo a única cidade interiorana da região Norte a liderar esse índice em seu estado.

 Urbanização

Rondônia tem um índice de urbanização de 73,22%, ou seja, a população urbana do estado ultrapassa os 1 154 257 habitantes. A população rural do estado é de cerca de 422 166 habitantes.

 Cidades mais urbanizadas

 As cidade mais urbanizadas de Rondônia, são:

 Rondônia tem um índice de urbanização de 73,22%, ou seja, a população urbana do estado ultrapassa os 1 154 257 habitantes. A população rural do estado é de cerca de 422 166 habitantes.

 

Município

Índice de Urbanização

1

Vilhena

94,78%

2

Porto Velho

91,67%

3

Ji-Paraná

89,93%

4

Pimenta Bueno

86,98%

5

Cerejeiras

84,67%

6

Guajará-Mirim

84,51%

7

Rolim de Moura

81,81%

8

Cacoal

78,79%

9

Ariquemes

77,04%

10

Ouro Preto do Oeste

74,35%

 Religião

 Segundo os dados do Censo-2010 do IBGE, a religião está dividida da seguinte maneira:

 Católicos: 47,5%

 Evangélicos: 33,8%

 Espíritas: 0,6%

 Outras religiões: 3,8%

 Sem religião: 14,3%

 

Etnias

Cor/Raça (IBGE 2006)19

Pardos 53,8%

Brancos 36,8%

Negros  7,3%

Amarelos ou indígenas 2,2%

 Fonte: PNAD (dados obtidos por meio de pesquisa de autodeclaração).

 Lista dos municípios de Rondônia

Alta Floresta do Oeste

 Alto Alegre dos Parecis

 Alto Paraíso

 Alvorada do Oeste

 Ariquemes

 Buritis

 Cabixi

 Cacaulândia

 Cacoal

 Campo Novo de Rondônia

 Candeias do Jamari

 Castanheiras

 Cerejeiras

 Chupinguaia

 Colorado do Oeste

 Corumbiara

 Costa Marques

 Cujubim

Espigão do Oeste

Governador Jorge Teixeira

 Guajará-Mirim

 Itapuã do Oeste

 Jaru

 Ji-Paraná

 Machadinho d'Oeste

 Ministro Andreazza

 Mirante da Serra

 Monte Negro

 Nova Brasilândia do Oeste

 Nova Mamoré

 Nova União

 Novo Horizonte do Oeste

 Ouro Preto do Oeste

 Parecis

 Pimenta Bueno

 Pimenteiras do Oeste

 Porto Velho

 Presidente Médici

 Primavera de Rondônia

 Rio Crespo

 Rolim de Moura

 Santa Luzia do Oeste

 São Felipe do Oeste

 São Francisco do Guaporé

 São Miguel do Guaporé

 Seringueiras

 Teixeirópolis

 Theobroma

 Urupá

 Vale do Anari

 Vale do Paraíso

 Vilhena

 Economia

A economia do estado de Rondônia tem como principais atividades a agricultura, a pecuária, a indústria alimentícia e o extrativismo vegetal e mineral. Em 2009, o PIB do estado era de R$ 20,2 bilhões. Já em 2010, o PIB do estado saltou para 23,5 bilhões, representando 11,7% do PIB da região Norte e 0,62% do PIB nacional. O PIB Per capita do estado é de R$ 15.098, o 13º maior do Brasil.

 Composição econômica de Rondônia

 

 

Serviços

   

64,1%

Agropecuária

   

23,6%

Indústria

   

12,3%







 

 

 

Fonte: IBGE, Produto Interno Bruto dos Municipios 2005-200920

 

Municípios com os maiores PIBs[editar]

 

Maiores PIBs de Rondônia, por município

Posição

Cidade

PIB (R$ 1.000)

Posição

Cidade

PIB (R$ 1.000)

           

1

Porto Velho

6 607 642

11

Buritis

326 337

         

2

Ji-Paraná

1 401 586

12

Espigão d'Oeste

319 634

       

3

Vilhena

1 187 764

13

Alta Floresta d'Oeste

305 759

         

4

Ariquemes

1 040 961

14

Machadinho d'Oeste

303 792

         

5

Cacoal

908 886

15

São Miguel do Guaporé

283 619

         

6

Jaru

650 214

16

Presidente Médici

245 844

         

7

Rolim de Moura

520 220

17

Cerejeiras

237 928

         

8

Pimenta Bueno

513 632

18

Candeias do Jamari

231 911

         

9

Guajará-Mirim

489 899

19

Nova Mamoré

226 440

         

10

Ouro Preto do Oeste

406 834

20

Colorado do Oeste

212 184

         

Fonte: IBGE, Produto Interno Bruto dos Municipios 2005-200920

 

 Agricultura

 

 As plantações de soja invadiram o cerrado rondoniense.

 A partir da década de 1970, o estado atraiu agricultores do centro-sul do país, estimulados pelos projetos de colonização e reforma agrária do governo federal e da disponibilidade de terras férteis e baratas. O desenvolvimento das atividades agrícolas trouxe uma série de problemas ambientais e conflitos fundiários. Por outro lado, transformou a área em uma das principais fronteiras agrícolas do país e uma das regiões mais prósperas e produtivas do Norte brasileiro. O estado destaca-se na produção de café (maior produtor da região Norte e 5º maior do Brasil), cacau (2º maior produtor da região Norte e 3º maior do Brasil), feijão (2º maior produtor da região Norte), milho (2º maior produtor da região Norte), soja (2º maior produtor da região Norte), arroz (3º maior produtor da região Norte) e mandioca (4º maior produtor da região Norte). Até mesmo a uva, fruta pouco comum em regiões com temperaturas elevadas, é produzida em Rondônia, mais precisamente no sul do estado (produção de 224 toneladas em 2007). Apesar do grande volume de produção e do território pequeno para os padrões da região (7 vezes menor que o Amazonas e 6 vezes menor que o Pará), Rondônia ainda possui mais de 60% de seu território totalmente preservado, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE, tendo alcançado uma redução de 72% nos índices de desmatamento entre 2004 e 2008.

 Pecuária

 

 Pastagens nos arredores da cidade de Ji-Paraná.

 Atualmente, o estado possui um rebanho bovino de 11.709.614 de cabeças de gado (8.107.541 com finalidade de corte e 3.622.073 com finalidade leiteira)21 , sendo o 7º maior do país. Em 2008, Rondônia foi o 5º maior exportador de carne bovina do país, de acordo com dados da Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos), superando estados tradicionais, como Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Além da pecuária de corte, a pecuária leiteira também se destaca no estado, com uma produção total em 2007 de cerca de 708 milhões de litros de leite, sendo o maior produtor da região Norte e 7º maior produtor nacional.

 Rondônia é líder em produtividade no setor agropecuário leiteiro nacional. De acordo com dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), de 2009, o Estado é responsável pela produção anual de 747 milhões de litros de leite, o que resulta em uma média de 487 litros da bebida por habitante por ano, totalizando 1,4 milhão por ano.

 Energia

 

 Obras da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, em Porto Velho.

 Além de contar com a Usina Hidrelétrica de Samuel, localizada no município de Candeias do Jamari, construída nos anos 80 para atender à demanda energética dos estados de Rondônia e Acre, bem como diversas pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), estão em construção atualmente, no Rio Madeira, as usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, que juntas terão uma capacidade instalada de 6.450 MW, cerca de metade da energia gerada pela Usina Hidrelétrica de Itaipu. As usinas são apontadas pelos especialistas da área como uma solução para os problemas de racionamento de energia do país. Apesar da polêmica criada em torno das obras por parte de ambientalistas e organizações não-governamentais, as usinas serão as primeiras da Amazônia a utilizar o sistema de turbinas tipo "bulbo", o que não requer grandes volumes de água, uma vez que as turbinas serão acionadas pela correnteza do rio e não pela queda d'água. Com isso, o coeficiente de eficiência energética das usinas será superior, por exemplo, ao de Itaipu, considerada um modelo para o setor.

 Transportes

 Rodovias

 

 Trecho duplicado da BR-364, próximo a Porto Velho.

 O estado de Rondônia possui 24 mil quilômetros de rodovias, dos quais só 7% estão asfaltadas. A BR-364, totalmente pavimentada no trecho rondoniense, corta o estado da divisa com o Mato Grosso até a divisa com o Acre. É a principal via de escoamento da produção de grãos (sobretudo a soja) do sul de Rondônia e oeste do Mato Grosso até a cidade de Porto Velho, onde está instalado o porto graneleiro. Está em construção uma ponte sobre o rio Madeira (a primeira sobre este rio),22 que tem por objetivo consolidar o transporte rodoviário entre o Brasil e o Peru.23 A BR-421 foi projetada para ligar as cidades de Ariquemes a Guajará-Mirim, entretanto apenas o trecho de Ariquemes até Campo Novo de Rondônia encontra-se concluído e transitável, todo ele pavimentado. A BR-425, também pavimentada, liga o distrito de Abunã, no município de Porto Velho, a Nova Mamoré e Guajará-Mirim, nas margens dos rios Madeira e Mamoré, respectivamente. A BR-429, parcialmente pavimentada, liga os municípios de Presidente Médici, Alvorada d'Oeste, São Miguel do Guaporé, Seringueiras, São Francisco do Guaporé a Costa Marques, nas margens do rio Guaporé.

 Aeroportos

 

 Aeroporto Internacional Governador Jorge Teixeira, em Porto Velho.

 O Aeroporto Internacional Governador Jorge Teixeira, em Porto Velho, é o mais importante do estado e recebe voos diários de Brasília, Belo Horizonte, Cuiabá, Manaus e Rio Branco, dos municípios do interior do estado de Rondônia como Ji-Paraná e Vilhena e do interior do Amazonas como Humaitá, Lábrea e Manicoré. Também conta com voos para Porto Alegre, com escalas em Curitiba, Campo Grande e Cuiabá, voos para São Paulo e Rio de Janeiro com escalas em Brasília e Fortaleza, com escala em Manaus e Belém, dentre outros destinos com menor fluxo de passageiros. O aeroporto tem capacidade de receber 920 mil passageiros por ano e opera com as principais companhias aéreas nacionais e regionais, tais como: Tam, Gol, Trip e Avianca. É o aeroporto mais movimentado do estado de Rondônia, o 3º da Região Norte, e um dos 30 mais movimentados do país.

 No interior do estado, os dois principais aeroportos são o Aeroporto José Coleto, em Ji-Paraná, que conta com quatro voos diários, sendo dois pela empresa Trip e dois pela empresa Passaredo, e o Aeroporto Brigadeiro Camarão, em Vilhena, que é atendido pela empresa Trip.

 Ferrovia

A única ferrovia do estado, a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, ligava as cidades de Porto Velho e Guajará-Mirim. Foi construída em 1907 e concluída em 1912, para transportar a borracha oriunda da Bolívia e outros produtos, nas margens dos rios Madeira e Mamoré, em seu trecho repleto de cachoeiras e corredeiras. Foi desativada totalmente em 1972, com a construção das rodovias BR-364 e BR-425. Em 1981 foi reativado o trecho ligando a cidade de Porto Velho a cachoeira de Santo Antônio para fins turísticos. Em 2001, a ferrovia foi paralisada novamente, devido ao desmoronamento de um trecho.

 Atualmente, estão em andamento dois projetos federais que beneficiarão o estado com ligações ferroviárias nacionais: a Ferronorte, com o propósito de ligar Porto Velho a Cuiabá (Mato Grosso), interligando-se a FEPASA em Santa Fé do Sul (São Paulo) e a partir desta atingindo o porto de Santos, e a FICO (Ferrovia de Integração do Centro-Oeste), ligando Vilhena a Uruaçu (Goiás).

 Hidrovias

 A Hidrovia do Madeira liga a capital Porto Velho até o rio Amazonas, na altura da cidade amazonense de Itacoatiara. Tem aproximadamente 1.450 km de extensão e sua largura varia entre 440 metros a 9.900 metros na foz, com profundidade também variável de acordo com as estações seca e chuvosa, chegando a mais de 13 metros, o que permite, no período de sua enchente, a navegação de navios, inclusive oceânicos, até Porto Velho. É utilizada principalmente para o escoamento da produção de soja do sul de Rondônia e oeste do Mato Grosso. Atualmente, são exportadas através da Hidrovia do Madeira cerca de 2,3 milhões de toneladas de soja por ano.

Além do rio Madeira, os rios Mamoré e Guaporé são os que oferecem melhores condições de navegabilidade.

 Portos

 

 Área portuária de Porto Velho.

O principal porto do estado é o de Porto Velho, que desde 1997 é administrado pela Sociedade de Portos e Hidrovias de Rondônia (SOPH), por delegação ao estado de Rondônia. Suas operações são realizadas por três terminais. Um para operações RO-RO, contendo duas rampas paralelas que se prolongam até um pátio pavimentado de estacionamento descoberto com 10.000 m², dispondo, ainda, de outro pátio, também pavimentado, e com mesma metragem. Por esse terminal (RO-RO), que serve para atracação de balsa, são carregadas em média 100 carretas por semana que transportam, na maioria, automóveis, brita e hortifrutigranjeiros para Manaus e várias partes do mundo.

 O segundo terminal, chamado de Pátio das Gruas, possui três gruas que são responsáveis pelo carregamento, em média, de cinco balsas por semana. Por essas gruas passam diversos produtos como açúcar, tubulações e telhas que se destinam ao Amazonas e ao Pará. Esse terminal conta ainda com um pátio de 10.000 m² para movimentação de caminhões e cargas.

 O terceiro terminal, dotado de um cais flutuante de 115 metros de comprimento, é ligado à margem por uma ponte metálica de 113,5 metros de vão. O cais possui cinco berços de acostagem, para a atracação de balsas que transportam, em sua maioria, soja, adubo, madeira, e containeres.

 Pelo Porto de Porto Velho é embarcada boa parte das riquezas produzidas em Rondônia e nos estados vizinhos, assumindo um papel importante no escoamento da produção regional, tornando-se fundamental no desenvolvimento econômico do estado de Rondônia. Hoje, o porto encontra-se realizando operações de exportação através de sua área plenamente alfandegada. A estrutura conta com um armazém com capacidade de 720 m³ de área útil e pátio asfaltado cercado com alambrado, perfazendo área total de mais de 3.000 m².

 Educação

De acordo com o PISA, a educação pública de Rondônia é a 10ª melhor do país, a frente do estado de São Paulo, mas atrás de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina, por exemplo. O estado está entre Goiás (nona melhor) e Paraíba (11ª melhor) na lista. No ENEM, Rondônia tem a 15ª maior nota na prova objetiva (empatado com a Bahia) e a 19ª maior nota na redação. A cidade que teve a maior média do ENEM em 2007 do Estado foi Vilhena, com nota 54,17. O melhor colégio público foi a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Tiradentes, localizada em Porto Velho, com nota 56,19. O melhor colégio particular foi o Centro de Educação Integrada Ltda, em Vilhena, com média 70,20.

 O nível de alfabetização no estado melhorou muito na última década, de acordo com dados divulgados pelo IBGE. Em 2001, o estado era o 13º na lista de estados brasileiros pelo índice de pessoas com 15 anos ou mais alfabetizadas, com 8% de sua população analfabeta.24 Em 2008, o estado permaneceu na mesma posição, mas agora apenas 9,7% dos indivíduos de 15 anos ou mais são analfabetos, o que representa uma queda de 3,3% em menos de oito anos. Entre os analfabetos funcionais, encontra-se 25% da população do estado nessa faixa etária.

 Ensino Tecnológico

IFRO, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia Campus Porto Velho;

Campus Avançado de Porto Velho

Campus Ariquemes;

Campus Ji-Paraná;

Campus Avançado de Cacoal;

Campus Rolim de Moura (Criada em 1993, porém não foi implantada)

Campus Vilhena;

Campus Colorado do Oeste.

 Ensino Superior

 Pública

 UNIR, Universidade Federal de Rondônia

 Sede: Porto Velho; Campi Ariquemes;

 Campi Cacoal;

 Campi Guajará Mirim;

 Campi Ji-Paraná;

 Campi Presidente Médici;

 Campi Rolim de Moura;

 Campi Vilhena.

 Particulares

 FSL, Faculdade São Lucas - Porto Velho;

 FARO, Faculdade de Rondônia - Porto Velho;

 FATEC, Faculdade de Ciências Administrativas e de Teologia - Porto Velho;

 FIMCA, Faculdades Integradas Aparício Carvalho - Porto Velho;

 FIP, Faculdade de Porto Velho - Porto Velho;

 UFC, Universidade Católica de Rondônia - Porto Velho;

 UNIRON, União das Escolas Superiores de Rondônia - Porto Velho;

 ILES/ULBRA, Instituto Luterano de Ensino Superior - Porto Velho;

 IMAm, Instituto Metodista da Amazônia - Porto Velho;

 FIAR, Faculdades Integradas de Ariquemes - Ariquemes;

 FAAR, Faculdades Associadas de Ariquemes - Ariquemes;

 FAEMA, Faculdades de Educação e Meio Ambiente - Ariquemes;

 CEULJI, Centro Universitário Luterano de Ji-Paraná - Ji-Paraná;

 UNIJIPA, Faculdade Panamericana de Ji-Paraná - Ji-Paraná;

 FSP, Faculdade São Paulo - Rolim de Moura;

 FAROL, Faculdade de Roim de Moura - Rolim de Moura;

 FIOURO, Faculdade de Informática de Ouro Preto do Oeste - Ouro Preto do Oeste;

 UNICENTRO, Faculdade de Educação de Jaru - Jaru;

 FACIMED, Faculdade de Ciências Biomédicas de Cacoal - Cacoal;

 UNESC, Faculdades Integradas de Cacoal - Cacoal;

 IESA, Instituto de Ensino Superior da Amazônia - Vilhena;

 AVEC, Associação Vilhenense de Educação e Cultura - Vilhena;

 FAEV/UNESC, Faculdade de Educação e Cultura de Vilhena - Vilhena.

 FAP, Faculdade de Pimenta Bueno - Pimenta Bueno;

 [[unijipa(Ji-Paraná),UniversidadePanamericana de Ji-Paraná - Ji-Paraná;

 

IDEB

 Resultados do IDEB - Anos iníciais do Ensino Fundamental (Rede Pública)

  De acordo com o IDEB, (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), para o ano de 2009, Rondônia obteve nota 4,3 nos anos íniciais do ensino fundamental, sendo o 4º colodado entre todos os estados das regiões norte e nordeste do Brasil. Nos anos finais do ensino fundamental, Rondônia obteve nota 3,5. No ensino médio, o estado conquistou a melhor nota (3,7) entre todos os estados das regiões norte e nordeste.

 Reconhecimento Internacional

 Em maio de 2012, o estado de Rondônia foi citado como referência em uma Conferência da Organização dos Estados Americanos realizada em Paris, devido hoje, o estado ser um dos maiores exportadores de carne bovina do Brasil, tendo um rebanho de 12 milhões de cabeças, livres da aftosa, e exportando para 35 países do mundo, além de ser o primeiro estado brasileiro a se alinhar ao programa Mais Alimentos, do Governo Federal, uma linha de crédito do Pronaf que financia investimentos para a modernização da propriedade rural familiar.25

 

Cultura

 

 Casa da Cultura Ivan Marrocos, em Porto Velho.

 O Estado é um mosaico de diversas culturas, tal modo que ainda nenhum traço cultural prevalece sobre o outro, devido ao grande número de migrantes, oriundos principalmente de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Espírito Santo, além de outros países, como Bolívia, Líbano, Barbados e Japão.

 A diversidade cultural de Rondônia é facilmente percebida através de seu calendário de festas, em que destaca-se o bloco carnavalesco Banda do Vai Quem Quer, fundada no ano de 1981 por Manoel Mendoça, o Manelão, e que reúne mais de 100 mil pessoas nas ruas da capital de Rondônia durante os festejos de Carnaval. 26

 Outra festa de grande importância é o Arraial Flor do Maracujá, realizado a mais de 30 anos na cidade de Porto Velho durante as festas juninas e que representa a força da cultura nordestina na Capital do Estado, sendo também o segundo maior arraial do Brasil. 27

 Também durante as festas juninas, destaca-se o Festival Folclórico de Guajará-Mirim, em que as grandes atrações são as apresentações dos bois-bumbás, expressão da cultura amazônida na região, e para marcar a imensa força da cultura agropecuária oriunda das regiões sul e sudeste do Brasil há a realização de diversas festas de rodeio e exposições agropecuárias na maioria dos municípios do Estado, destacando-se a Expojipa, em Ji-Paraná e a Expovel, em Porto Velho. 28 29 30

 Representando uma tradição iniciada dentro do próprio Estado de Rondônia, na cidade de Alto Paraíso é realizada todos os anos a Corrida Nacional de Jericos Motorizados, conhecida como Festa do Jerico, que consiste em uma corrida de automóveis chamados Jericos, cuja engenharia foi concebida por mecânicos locais para adaptar-se ao trabalho no campo e às maltratadas estradas de terra que existiam nos primórdios do Estado de Rondônia e que especialmente no inverno ficavam praticamente intrafegáveis, sendo superadas apenas pela força e versatilidade dos jericos feitos com engenharia amadora local, juntando peças dos mais diversos tipos de carro.

 Na literatura, destacam-se autores nascidos no estado e os que migraram para Rondônia ao longo das últimas décadas. Entre outros, o poeta Augusto Branco, autor de grande popularidade na internet e cujos livros são publicados no Brasil e na Europa; o poeta Binho, músico, poeta e prosador, cuja obra merece estudo; o prosador e educador Abel Sidney; o romancista e poeta Antônio Cândido da Silva autor de obras importantes, como Diaruí, Marcas do tempo, O vagão dos esquecidos e Enganos da nossa história.

 No Teatro ganhou notoriedade a encenação da peça Bizarrus, dirigida por Marcelo Felice, e encenada por presidiários e ex-presidiários do Estado, que constroem o enredo da peça a partir de suas próprias experiências pessoais, num trabalho que é referência nacional em reabilitação social. 31

 Na culinária, são bastante consumidos os peixes amazônicos, o pão-de-queijo e a farinha mineira, a polenta paranaense, o churrasco gaúcho. Do Rio Grande do Sul também veio o chimarrão.

 Quanto ao vocabulário, as influências também são diversas: em algumas cidades é bastante comum o uso do "guri" gaúcho, e em outras o "piá" paranaense. Na zona rural, entre os mais velhos, é bem usado o "tchê" tipicamente gaúcho. Nas cidades, entre os jovens, até poucos anos era usado o "piseiro", gíria local com o sentido de festa, bagunça. Ainda hoje, os jovens usam o termo local "pocar", que na maioria das vezes passou de pai para filho, e que pode ter dois sentidos: sair, ir embora ("amanhã eu vou pocar para o Amazonas") ou, quando dito "pocado", pode significar quebrado ("o carro já está todo pocado"). Esse uso é menos comum, e "pocar" não pode significar quebrar; apenas "pocado" é quebrado.

 Outra palavra local é "data", no sentido de terreno. No dicionário, essa palavra tem como um dos seus vário significados "um terreno doado pelo Governo". Em Rondônia, no entanto, "data" se refere a todos os terrenos. Há também o "caçar", que quer dizer procurar ("eu estava caçando você ontem", "ele estava mesmo caçando encrenca").

 Referências

 1.↑ IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 22 de julho 2010.

 2.↑ a b Produto Interno Bruto - PIB e participação das Grandes Regiões e Unidades da Federação - 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2010). Página visitada em 14 de março de 2013.

 3.↑ Síntese dos Inidicadores Sociais 2009. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 22 de outubro de 2009.

 4.↑ Ranking do IDH dos estados do Brasil em 2005. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (15 de setembro de 2008). Página visitada em 17 de setembro de 2008.

 5.↑ http://www.rondonia.ro.gov.br/conteudo.asp?id=180

 6.↑ "Rondônia: O nome". Enciclopédia Mirador Internacional volume 18. (1993). São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações. pp.10064.

 7.↑ a b c CIVITA, Roberto. Almanaque Abril. São Paulo: Abril, 2010. p. 700.

 8.↑ CIVITA, Roberto. Almanaque Abril. São Paulo: Abril, 2010. p. 700-701.

 9.↑ a b c d CIVITA, Roberto. Almanaque Abril. São Paulo: Abril, 2010. p. 701.

 10.↑ a b c "Rondônia: História". Nova Enciclopédia Barsa volume 12. (1998). São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações. pp.469.

 11.↑ a b c d e f g "Rondônia: História". Nova Enciclopédia Barsa volume 12. (1998). São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações. pp.470.

 12.↑ "Rondônia: História". Nova Enciclopédia Barsa volume 12. (1998). São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações. pp.470-471.

 13.↑ "Rondônia: História". Nova Enciclopédia Barsa volume 12. (1998). São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações. pp.471.

 14.↑ a b c d e "Rondônia: Geografia". Nova Enciclopédia Barsa volume 12. (1998). São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações. pp.474.

 15.↑ Web Artigos. Reserva Roosevelt. Página visitada em 4 de maio de 2011.

 16.↑ Sinopse do Censo Demográfico 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 23 de março de 2012.

 17.↑ a b População dos Municípios 2012. IBGE 2012. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1º de julho de 2012). Página visitada em 17 de outubro de 2012.

 18.↑ Meridional FM. População evangélica em Rondônia cresceu 6,6% em 10 anos. Página visitada em 12 de Julho de 2012.

 19.↑ [1]

 20.↑ Produto Interno Bruto a preços correntes e Produto Interno Bruto per capita segundo as Grandes Regiões, Unidades da Federação e municípios - 2005-2009. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 12 de julho de 2012.

 21.↑ Segundo dados oficiais fornecidos pela Agência IDARON do estado, atualizados dia 13/06/2011.

 22.↑ Tudo Rondônia. Pontes no Madeira. Página visitada em 2012.08.07.

 23.↑ iirsa. PUENTE SOBRE EL RÍO MADEIRA EN ABUNA (BR-364/RO). Página visitada em 2012.08.07.

 24.↑ IBGE, Anúncio estatístico do Brasil 2001, p. 2-81 Citado em ADAS, Melhem e ADAS, Sergio. Panorama Geográfico do Brasil. 4 ed. São Paulo: Editora Moderna, 2004. p. 248.

 25.↑ Rondônia ao Vivo. Rondônia é citada como referência em um conferência em Paris. Rondônia ao Vivo. Página visitada em 24 de maio de 2012.

 26.↑ Rondônia Ao Vivo. Banda do Vai Quem Quer reúne a imprensa pelo 31º ano. Rondônia Ao Vivo. Página visitada em 18 de dezembro de 2011.

 27.↑ Rondônia Ao Vivo. Agenda Cultural destaca abertura do Arraial Flor do Maracujá. Rondônia Ao Vivo. Página visitada em 18 de dezembro de 2011.

 28.↑ Jaru Web. Malhadinho é campeão do 17º Festival Folclórico de Guajará-Mirim. Jaru Web. Página visitada em 18 de dezembro de 2011.

 29.↑ Fatos e Notícias. Notícias sobre Expojipa. Fatos e Notícias. Página visitada em 18 de dezembro de 2011.

 30.↑ Rondônia Ao Vivo. Cavalgada da Expovel 2011 leva maior comitiva do país às ruas. Rondônia Ao Vivo. Página visitada em 18 de dezembro de 2011.

 31.↑ Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal. Projeto teatral "Bizarrus", de Rondônia, é modelo em processo de reabilitação de presos. Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal. Página visitada em 18 de dezembro de 2011.

 

 

 

 

 

Fonte: wikipedia.org

Agnaldo 1580 - FISCALIZAÇÃO

26/09/2014

Agnaldo Nepomuceno - Porto Velho/Rondônia