CUIDADOS NA HORA DE ADQUIRIR UM VEÍCULO USADO

24/07/2013 / [02h:02m] - Carros zero km demandam menos trabalho por parte de quem compra do que aqueles que optam por carros usados. Via de regra, as preocupações concentram-se na aquisição e como ela se dá. É preciso pesquisar preços médios de veículos novos, prestar atenção nas promoções das concessionárias e optar pela modalidade de aquisição mais adequada à sua situação financeira (seja via compra à vista, por financiamento, consórcio, etc.). Aliás, o Procon tem dicas ótimas para quem quiser adquirir um carro zero km.

 Você conseguiu juntar um dinheirinho e finalmente vai poder comprar ou trocar de carro. Mas isso é só o começo do processo.

Carros zero km demandam menos trabalho por parte de quem compra do que aqueles que optam por carros usados. Via de regra, as preocupações concentram-se na aquisição e como ela se dá. É preciso pesquisar preços médios de veículos novos, prestar atenção nas promoções das concessionárias e optar pela modalidade de aquisição mais adequada à sua situação financeira (seja via compra à vista, por financiamento, consórcio, etc.). Aliás, o Procon tem dicas ótimas para quem quiser adquirir um carro zero km.

 No caso dos carros usados, é preciso avaliar se o preço é compatível com o valor de mercado, levando em conta o ano de modelo e fabricação, cor, quilometragem, revisões realizadas, opcionais (alarme, som, vidros e travas elétricas, etc.) e possíveis reparos a fazer. Mas, para não entrar em uma roubada, você precisa averiguar uma série de informações, além da marca, do modelo e do ano de fabricação. Que documentos devemos exigir na hora da compra? O que devemos verificar no carro, antes de fechar negócio? São perguntas essenciais na hora de comprar um carro, sobretudo se for usado.

 Preparamos um roteiro para você, na forma de perguntas e respostas, que podem lhe ajudar na hora da compra; além de dicas para possíveis imprevistos que possam aparecer no caminho.

 Como eu sei que o preço que estão me oferecendo por um veículo usado é compatível com o praticado no mercado?

Existem tabelas que podem ser uma ótima referência para valores de veículos. Uma delas é a Tabela FIPE (da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) que, inclusive, é utilizada por seguradoras na hora de verificar o valor médio de mercado. A tabela pode ser acessada no site da FIPE. É possível pesquisar por carros, utilitários pequenos, motos, caminhões e micro-ônibus.

É claro que se deve considerar também o estado geral do veículo; se ele apresenta opcionais que podem aumentar o preço total e se ele necessita de algum reparo posterior.

 O que eu devo checar num carro? Como saber se ele está em bom estado?

 LATARIAS E PARTES EXTERNAS

- Evite examinar o carro em dias de chuva e em locais fechados, com luz artificial ou escuros. Certos detalhes na lataria só conseguem ser identificados à luz do dia;

 - Uma diferença de tonalidade na pintura pode ser um indicativo de que o veículo tenha sofrido algum tipo de acidente e, por essa razão, foi pintado novamente. Repare, também, se há respingos de tintas nos frisos e borrachas;

 - Bolhas na pintura podem ser sinal de ferrugem. Preste atenção nas proximidades das borrachas das portas e dos para-lamas, nas arestas inferiores da carroceria, nas canaletas e nas bordas das tampas do capô do motor e do porta-malas;

 - Fique atento aos veículos que circularam muito em regiões de litoral. A lataria, muitas vezes, é prejudicada pela maresia;

 - Ondulações e pequenos amassados na lataria são indicativos de batidas. Desconfie;

 - Confira se as portas e o capô ao serem fechados, encaixam-se perfeitamente. O desnível pode denunciar que o carro foi batido;

 - Para identificar possíveis furos que tenham sido cobertos por massa plástica, dê pancadinhas na lataria e procure notar diferenças de sons, ou embrulhe um ímã em uma flanela, fixe-o na lataria e movimente-o. Caso ele se desprenda em algum ponto, pode significar que o local foi preenchido com massa plástica;

 - Forração solta pode ser um sinal de que a lataria precisou ser mexida;

 - Confira o estado dos espelhos retrovisores, para-choques, lanternas.

 PNEUS E AMORTECEDORES

- Preste atenção no estado dos pneus, do estofamento e dos pedais para ver se são compatíveis com a quilometragem indicada no velocímetro;

- Verifique a data de fabricação do pneu. Um bom pneu hoje em dia dura, em média 40.000 km se o rodízio for feito da maneira correta. A data de fabricação do pneu pode denunciar uma adulteração no velocímetro. Por exemplo: Você está comprando um carro seminovo com 20.000 km rodados no velocímetro. Com esta quilometragem os pneus devem estar "meia vida”, ou seja, não podem ter sido trocados ainda. Portanto, basta verificar a data de fabricação do mesmo; esta data tem que ser, necessariamente, a mesma do ano de fabricação do veículo. Se é mais novo, é sinal de que já foi trocado e, muito provavelmente, o velocímetro foi voltado. A data de fábrica fica no pneu logo após a palavra “DOT” e é composto dos seguintes números, por exemplo: “2508” significa que o pneu foi fabricado na vigésima quinta semana de 2008. Se você estiver comprando um carro 2006 e aparecer esta sigla, é sinal que o pneu foi trocado. Então, fique atento! Infelizmente esta pratica de adulterar o velocímetro é muito comum em lojas de automóveis usados. (Fonte desta dica:Dica para Carros - Pneus);

 - Para testar o amortecedor, balance o carro. Se ele balançar diversas vezes, pode ser sinal de amortecedor em más condições;

 - Desgastes irregulares nos pneus podem indicar problemas com a suspensão, alinhamento ou balanceamento das rodas;

 - Com o carro suspenso, pressione cada roda para dentro e para fora. Se houver folga, é provável que o rolamento esteja gasto e deverá ser regulado ou trocado, o que deve ser considerado como custo.

 PARTE INTERNA

- Sente-se nos bancos e você terá uma noção melhor do seu estado. Veja se não estão soltos, tortos, rasgados ou quebrados;

 - Examine todos os comandos: faróis, limpadores de para-brisas, desembaçador, indicadores de direção (pisca-pisca), luzes de freio, velocímetro, sinalização de emergência (pisca-alerta), buzina, indicador de temperatura; além do freio de mão e pé;

- Pontos de ferrugem, água ou umidade embaixo dos tapetes indicam problemas na vedação (borrachas dos vidros e portas) ou furos no assoalho;

- Com o carro parado e o motor ligado, acione o freio, mantendo o pé no pedal por algum tempo. Se ele abaixar aos poucos, significa que há vazamento de fluído de freio;

- Exija os equipamentos de segurança obrigatórios, que são o extintor de incêndio (tendo certeza de que ele esteja dentro da validade), macaco, chave de rodas, triângulo de sinalização, além de cintos de segurança e do estepe;

- Se houver opcionais (ar condicionado, direção hidráulica, trio elétrico - vidro, trava, desembaçador traseiro - e som), veja se estão funcionando bem;

- Ao comprar um modelo com airbag, a luz espia deve acender por alguns segundos e depois apagar. Aliás, isso vale para qualquer sistema eletrônico, como o ABS.

 MECÂNICA DO MOTOR

- O som do motor revela seu bom ou mau estado. Um mecânico saberá reconhecê-lo;

- Veja o nível do óleo, retirando a vareta de seu compartimento e avaliando seu aspecto, nível e viscosidade. Se estiver baixo, pode estar ocorrendo um vazamento. Se estiver com uma textura branca, é sinal de mistura de óleo e água (o que é prejudicial);

- A cor da fumaça, que sai do escapamento quando o carro é acelerado, mostra como está o motor. Se for branca, indica que ele tem desgaste prematuro de peças. Se for azul, que ele está queimando óleo e também tem desgaste. E se a cor for preta, há queima de óleo, desgaste e peças internas com problemas;

- Confira o sistema de refrigeração do motor. O líquido visível no depósito de água não deve apresentar sinais de ferrugem ou aspecto oleoso. Os tubos de borracha não podem estar rachados, quebrados ou ressecados;

- Veja se o filtro de ar está limpo;

- Os cabos da ignição não devem apresentar fendas ou rasgões;

- A ventoinha deve girar de maneira uniforme, sem grandes vibrações. A correia não pode apresentar rachaduras ou deformações.

 TESTE O CARRO

- Procure trocar todas as marchas e note se nenhuma escapa do trambulador (peça que conecta a alavanca com a caixa de câmbio) ou se há algum barulho anormal;

- Freie o carro normalmente . Se houver ruído metálico, as pastilhas estão gastas. Em um lugar plano, freie o veículo soltando as mãos da direção. Se o carro puxar para um dos lados, há problemas no freio ou na suspensão, ou ainda os pneus não estão calibrados corretamente;

- Se houver trepidação em determinadas velocidades é possível que as rodas não estejam balanceadas;

- Para checar a compressão do motor, reduza a velocidade bruscamente ou desça uma ladeira em segunda marcha. A velocidade deve reduzir.

 O carro foi atingido por uma enchente?

- O mau cheiro dentro do veículo é um grande indicador, a água penetra no carpete e nas espumas dos bancos e não seca facilmente;

- Faça uma vistoria no motor e procure por peças e parafusos enferrujados;

- Verifique na frente do radiador se há sujeira impregnada, como papéis, sacos plásticos, folhas, entre outros resíduos;

- Cheque o funcionamento de toda parte elétrica do veículo, inclusive velocímetro, marcador de combustível e luzes em geral. Verifique se alguma luz de advertência do painel de instrumentos fica acesa constantemente;

- Puxe a vareta do óleo do motor. Se ele estiver esbranquiçado, é sinal claro de mistura de água com óleo;

- Ruídos de rolamento no compartimento do motor indicam que água retirou a graxa que estava dentro dele;

- Ruído ao pressionar o pedal da embreagem também é um sinal de que o carro foi vítima de alagamento;

- O macaco do carro é uma peça que enferruja muito fácil com a presença de água. Dê uma olhadinha nele;

- Desconfie de preços muito abaixo da tabela. Pode ser que o veículo não tenha sido atingido por um alagamento exatamente, mas algo ocorreu para que o preço tenha ficado tão baixo.

 O que eu devo saber sobre o chassi?

É uma das identificações mais importantes de um veículo. Trata-se de um código composto por 17 números e letras, que apontam características de fabricação do veículo (região geográfica, país de procedência, código do fabricante, ano e modelo).

Para entender melhor o significado desse código, veja o exemplo de um chassi:

9BW DA05X6 1 T050136

- 9 => Região geográfica (neste caso é a América do Sul/Brasil)
- B => País de origem (Brasil)
- W => Fabricante (Volkswagen)
- DA05X6 => Os seis dígitos se referem ao modelo do carro, tipo e tamanho da carroceria. Cada montadora tem o seu código
- 1 => Ano de modelo (2001)
- T050136 => Correspondem ao local de fabricação e ao número de produção sequencial, o que permite saber até o dia de fabricação do chassi

Uma regra bem interessante é que as letras “I”, “O” e “Q” foram proibidas, pelo fato de poderem ser facilmente adulteradas. Para saber mais detalhes e curiosidades sobre chassis, sugerimos dois artigos: Chassi, qual o seu significado e função? e Decifrando o código do chassi do veículo.

- Sua localização no veículo pode variar de modelo para modelo. Por exemplo, em alguns modelos o chassi pode estar na traseira ou logo embaixo do banco do passageiro. Em outros veículos, ainda, pode estar sobre a suspensão dianteira; ou ainda perto do motor; entre outros lugares;

- Peça o documento de certificado de propriedade e confira se o número do chassi é o mesmo que consta no próprio veículo. A informação a respeito do chassi também pode ser obtida no manual do proprietário. Os números e letras do chassi e da plaqueta de identificação devem estar alinhados, legíveis, com espaçamentos regulares e contornos uniformes. Passe a mão na parte superior e inferior do número. Qualquer ondulação ou relevo fora de sintonia com os demais números é caso para desconfiança. Se notar algo estranho, peça uma inspeção no departamento de trânsito da sua região ou simplesmente desista desse carro;

Para dificultar o trabalho dos mal intencionados, muitas seguradoras oferecem o serviço de “vacina anti-furto”, que na verdade é a gravação do número do chassi em algumas peças do carro;

Quando no documento, próximo ao número do chassi, constar as letras “RM” ou “REM” significa que a numeração é remarcada. Provavelmente, o veículo foi roubado/ furtado, teve seu número de chassi adulterado e foi recuperado. Após tramitação junto ao DETRAN o carro é remarcado para o número original em oficina autorizada por este órgão. Veículos nestas condições, em geral, perdem valor no mercado e correm o risco de ter a cobertura negada por seguradoras.

 Que documentos devo exigir no momento da compra e da transferência?

- Comprovante atual do pagamento do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), além das cópias dos comprovantes dos dois anos anteriores;

- Comprovante atual de pagamento do Seguro Obrigatório (DPVAT);

- Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV), documento obrigatório para circular com o veículo;

- Original do Certificado de Registro do Veículo (CRV), que é o documento de transferência, preenchido, datado e assinado, com firma reconhecida por autenticidade em cartório público. Antigamente, o CRV era conhecido como DUT (Documento Único de Transferência);

- Decalque legível do chassi;

- Caso conste, comprovante de pagamento das multas;

- Comprovante de residência (conta ou extrato bancário, confirmando endereço);

- Comprovante do recolhimentos das taxas;

- Vistoria;

- Cópia do CPF, RG, ou CNH (modelo atual) e quando for pessoa jurídica o CNPJ;

- Quando o veículo for adquirido de pessoa jurídica, deve-se juntar cópia do contrato social, identificando a pessoa autorizada a assinar;

- Quarta via de importação, no caso de veículos estrangeiros.

 Para obter respostas acerca das questões sobre transferência de propriedade de veículos, baixe o guia preparado pela Secretaria de Estado da Fazenda para saber mais sobre esse assunto.

 E se o veículo tiver placa de outra cidade ou estado? Quais serão os documentos exigidos para a transferência?

Prontuário ou histórico do carro;

- Certidão Negativa de Multa (do município de origem do veículo);

- Certidão Negativa de Furto/Roubo (caso de veículo com origem em outro Estado);

- Comprovantes do pagamento do IPVA;

- Licenciamento do veículo com seguro obrigatório;

- Certificado de Transferência (recibo) datado, preenchido e com firma reconhecida;

- Vistoria obrigatória nos postos do Detran e decalque do chassi;

- Se for o caso de uma transferência de um veículo, originalmente registrado no Estado de São Paulo, para outro Estado deve-se realizar o procedimento de liberação e atualização do CRV (Certificado de Registro de Veículo), conforme recomendado pelo site do Detran-SP;

- Aliás, no caso de veículo com placa de outro Estado, tenha muita certeza de sua procedência, antes de fechar a compra. Placas desse tipo podem esconder um carro clonado, um extenso histórico de multas ou uma restrição judicial (busca e apreensão);

- Como curiosidade, confira algumas curiosidade sobre placas de identificação de veículos no Brasil, assim como uma tabela com os números de placas de cada um dos Estados do Brasil.

 Quais os cuidados que a pessoa que vende o carro deve tomar?

Da mesma forma que o comprador de um veículo usado deve se preocupar com a vida pregressa do veículo e do(s) seu(s) antigo(s) proprietário(s), a pessoa que vende também precisa tomar certos cuidados para não ter surpresas desagradáveis no futuro. Para não correr o risco de ter que pagar uma dívida que não é sua, acumular pontos na habilitação ou ainda responder a um processo por algo mais grave que possa acontecer, são necessárias tomar certas medidas antes de assinar o documento de transferência:

- O Detran-SP orienta que, antes de assinar o documento de transferência, preencha completamente o CRV (Certificado de Registro de Veículo), coloque a a data da venda e reconheça firma de sua assinatura. Jamais entregue o documento ao atual proprietário sem seguir esses procedimentos;

- Se o veículo está cadastrado em São Paulo, Capital, o Detran-SP recomenda que se faça a COMUNICAÇÃO DE VENDA, seguindo os procedimentos disponíveis no site do Detran-SP - ícone Veículos - COMUNICAÇÃO DE VENDA, onde é possível fazer o download do próprio formulário. Esse procedimento está previsto no artigo 134, do Código de Trânsito Brasileiro: No caso de transferência de propriedade, o proprietário antigo deverá encaminhar ao órgão de trânsito do Estado dentro de um prazo de trinta dias, cópia autenticada do comprovante de transferência de propriedade, devidamente assinado e datado, sob pena de ter que se responsabilizar solidariamente pelas penalidades impostas e suas reincidências até a data da comunicação; (no caso de Rondônia acesse o site do DETRAN/RO)

 - A Comunicação de Venda do Veículo é o documento que comprova a obrigação legal do vendedor em comunicar a venda do veículo, resguardando-o de quaisquer responsabilidades fiscais, criminais e civis, caso o comprador não faça a transferência no período estipulado pela legislação, que é de 30 (trinta) dias, a contar da data declarada no CRV;

- Se o veículo estiver cadastrado fora da Capital de São Paulo, procure a Ciretran de registro do carro para saber os procedimentos necessários. Para mais informações, recomenda-se que a pessoa compareça ao órgão onde o veículo está cadastrado. No site do Detran-SP é possível obter os endereços dos Ciretrans;(no caso de Rondônia acesse o site do DETRAN/RO)

 - Ao vender o veículo, fique com uma cópia autenticada de toda a documentação de venda;

- É recomendável que, passados 30 dias da data da venda do veículo, o antigo proprietário pesquise pelo número do Renavam do carro no site da Secretaria da Fazenda (ícone IPVA), a fim de verificar se a transferência foi efetuada. Caso isso não tenha sido feito, o antigo proprietário tem todo o direito de bloquear o veículo por falta de transferência.

 Vendi meu veículo e ele ainda não foi transferido para o nome do novo proprietário. Estou sendo notificado por multas que não são minhas. O que devo fazer?

O novo proprietário, por lei, tem 30 (trinta) dias para fazer a transferência, a contar da data da venda, que consta do CRV (Certificado de Registro de Veículo). Se no prazo estipulado o carro não for transferido, o Detran-SP orienta que o antigo dono faça o bloqueio do veículo por falta de transferência, um documento que o protege de qualquer tipo de problema.

O bloqueio é um procedimento simples e pode ser feito no Detran de sua cidade:

- Deve ser o proprietário do veículo, ou procurador legal, através de procuração por instrumento público, com firma reconhecida por autenticidade. Fica dispensada a procuração quando comprovado o grau de parentesco, na seguinte ordem; avô, pai, filho, neto, marido/mulher, irmão ou tio;
- Cópia simples do RG, CNPJ (no caso de pessoa jurídica);
- Cópia autenticada do CRV (documento de transferência), devidamente assinado, datado e com firma reconhecida de autenticidade;
- Requerimento em 2 vias, que poderá ser de próprio punho, solicitando o bloqueio do veículo;
- Será devolvido ao usuário, uma via do requerimento devidamente protocolada.

Com o veículo bloqueado por falta de transferência, o atual proprietário ficará impossibilitado de licenciar o veículo, sem antes realizar a transferência e quitar todos os débitos. E circular com o veículo não licenciado pode acarretar multa e apreensão do veículo, além de 7 (sete) pontos na carteira, o que é considerado como gravíssimo.

O fato do veículo estar bloqueado por falta de transferência não significa que os débitos referentes ao veículo como multas, IPVA e DPVAT não sejam encaminhados ao antigo proprietário, pois todos os débitos serão enviados para o endereço que consta do cadastro do veículo.

Com relação aos pontos referentes às multas cometidas pelo atual proprietário, o Detran-SP aconselha que o condutor compareça ao Setor de Pontuação do órgão onde a CNH está cadastrada, de posse dos documentos que comprovem a venda do veículo para que os pontos possam ser retirados da CNH.

 Onde eu posso pesquisar as multas de veículos na internet?

- No site da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo é possível realizar as pesquisas por multas ou pontos na carteira;

Este serviço permite a pesquisa de multas de veículos cadastrados em todo o Estado de São Paulo. As multas exibidas são provenientes do Departamento de Trânsito (Detran), do Departamento de Estrada de Rodagens (DER), Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa); da Polícia Rodoviária Federal, da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), do município de São Paulo e demais cidades conveniadas;(no caso de Rondônia acesse o site do DETRAN/RO)

 É importante realizar essa pesquisa antes de efetuar a aquisição do veículo;

Você pode conferir mais informações sobre multas no site do Detran-SP, através do seu FAQ - Perguntas mais Frequentes -, tópico Multas.(no caso de Rondônia acesse o site do DETRAN/RO)

 

Qual o prazo de garantia para carro usado? É legal a cobertura somente para motor e câmbio?

De acordo com o artigo 26 do Código de Defesa do Consumidor, na compra de bens duráveis o consumidor tem o prazo de 90 dias para reclamar de vícios (defeitos) de fácil constatação. A garantia legal de 90 dias abrange todas as peças que compõem o veículo e o fornecedor não poderá se exonerar da obrigação de responder por todo o produto, conforme prevê o artigo 24 do mencionado Código: "A garantia legal de adequação do produto ou serviço independe de termo expresso, vedada a exoneração contratual do fornecedor".

Para resguardar direitos, a reclamação ao fornecedor deve ser feita por escrito, em duas vias, guardando-se a segunda protocolada.

Fonte: Procon, http://www.procon.sp.gov.br/texto.asp?id=602

Aparecendo algum problema ou defeito no veículo em até 90 dias, contados a partir da compra, o comprador tem o direito de solicitar a troca do veículo por outro da mesma espécie, o cancelamento da compra ou o abatimento proporcional do preço devido a existência do defeito.

É importante destacar que os recursos citados anteriormente só valem para quem compra o veículo através de um estabelecimento comercial. Compra de um veículo diretamente de outra pessoa não constitui uma relação de consumo. A pessoa física, neste caso, não é considerada um fornecedor habitual, ficando à margem do Código de Defesa do Consumidor, protegido, entretanto, pelo Código Civil. Para sua garantia, prefira adquirir seu carro em lojas, revendas ou concessionárias estabelecidas regularmente.

 

Fontes:

-DETRAN-SP: http://www.detran.sp.gov.br
- Dicas e orientações para compra de carro usado (publicação do Procon-SP):http://www.procon.sp.gov.br/pdf/ACS_orienta_carro_usado.pdf;
- Detran-SP alerta sobre os cuidados ao vender o carro:http://www.detran.sp.gov.br/noticias/cuidados_vender.asp;
- Tire dúvidas sobre os cuidados na hora de comprar um carro:http://g1.globo.com/Noticias/Carros/0,,MUL1104728-9658,00-TIRE+DUVIDAS+SOBRE+OS+CUIDADOS+NA+HORA+DE+COMPRAR+UM+CARRO.html;
- Especialista dá dicas dos cuidados para comprar carros usados:http://g1.globo.com/Noticias/Carros/0,,MUL970689-9658,00-ESPECIALISTA+DA+DICAS+DOS+CUIDADOS+PARA+COMPRAR+CARROS+USADOS.html
- Os cuidados para comprar veículos usados:http://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/802/Os-cuidados-para-comprar-veiculos-usados
- Dicas para fazer uma boa compra ou venda de carro, detran, IPVA , multas:http://www.carrosnaweb.com.br/dicascompravenda.asp 
- Compra de usados: saiba quais documentos você deve exigir:http://carros.uol.com.br/ultnot/2010/08/09/veja-quais-sao-os-documentos-necessarios-na-hora-de-comprar-um-usado.jhtm

Fonte: www.bibliotecavirtual.sp.gov.br

Agnaldo 1580 - FISCALIZAÇÃO

26/09/2014

Agnaldo Nepomuceno - Porto Velho/Rondônia